quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O mundo ficou um pouco menos inteligente

Morreu, fiquei sabendo há pouco que ela se foi e com ela desapareceu um pouco da inteligência deste mundo. Tivemos brigas homéricas, daquelas em que a voz alcança limites da insensatez e as jugulares (de uma e outra) querem saltar fora do pescoço como cordas esticadas vibrando em sua máxima potência. Foram bons combates, como não se fazem mais hoje em dia. Luta de idéias, batalhas da racionalidade levada aos limites do irracional. Que vença o melhor, o importante é competir. Com ela aprendi o valor do método, do rigor científico, do argumento bem fundamentado, da discussão levada à exaustão em busca da sempre inatingível verdade absoluta. Ciência pura, pelo puro prazer de conhecer. O mundo ficou menos inteligente, e nos laboratórios dos céus, Deus e os anjos devem estar tendo um trabalhão para provar suas teses.
Saudades.

domingo, 20 de maio de 2007

Domingão de chuva e sol

Continuo na fase de testes e textos preliminares. Choveu, depois fez sol e agora temos um fim de tarde típico do outono em São Paulo. Céu azul, nem frio, nem quente, um ventinho esperto de repente, mas nada que assuste. Calmaria de domingo depois do almoço e antes do Fantástico. Amanhã eu volto.

sábado, 19 de maio de 2007

Todo dia é dia de vida nova

Aqui estou eu começando de novo, outra vez. Um tanto quanto cansada dos vai-e-vens da vida, mas bastante aliviada por me livrar de mais um chato! Desta vez um trabalho interessante e promissor que foi levado aos limites da burrice e da insensatez, por um sócio-proprietário, mal orientado por um grupo de "consultores" especialistas em desaprendizagem. Consultores apareceu entre aspas para separá-los definitivamente dos bons profissionais, e desaprendizagem, em bom portugues, significa como ficar mais idiota em 10 lições pagando caro para espertalhões que vão desorientá-lo enquanto durar o fluxo do seu dinheiro para o caixa deles.
Fui,águas passadas e o moinho precisa continuar rodando. O que virá pela frente?
Não percam o próximo capítulo!
Ysiad

domingo, 1 de abril de 2007

Não notícias & Notícias

A imagem de um velho livro, sépia, costurado e rabiscado(*). Parágrafos impressos formam moldura bizarra e triste para um livro trancado em si mesmo. Dezenas de páginas e as últimas novidades sobre o caos aéreo, político, institucional, urbano, rural, sem voos, sem tetos e sem limites, desiguais,comes e bebes, bebês e BBBs, celebridades, imortais, personalidades, cultura, esporte, fashion, locais e internacionais. Salada total ou geléia geral. Quem acredita no jornal de domingo? Tal qual síntese final e desesperada, ele, o livro amordaçado, permanece em silêncio obsequioso. No que pensava Adams Carvalho quando o desenhou?
(*) Encontre e comfira a imagem aqui descrita na Folha de São Paulo, edição de domingo 1o.de abril de 2007.